quarta-feira, 17 de março de 2010

será?

Não consigo deixar de pensar no passado, nas coisas que passei, nas vezes em que passava horas, e horas a chorar, ou nos dias que só me apetecia desaparecer de tanto sofrimento. Porquê? Porque te amava mesmo, amava-te mesmo profundamente. Só eu é que sabia explicar, dentro de mim, o quanto grande era o sentimento, o amor que eu não conseguia demonstrar. Tinha medo de lutar, tinha medo de avançar, tinha medo que me desprezasses e que me desses com os pés. E foi mais ou menos isso que aconteceu. A tua paixão era outra, e eu no meio disso tudo, era a vítima, que sofria sempre. Fui tipo, uma boneca, fazias e aproveitavas-te de mim, quando tinhas tempo e te apetecia. Mas eu cresci, e aprendi muitas coisas, e hoje, já não sou a miúda, que caía sempre nas tuas conversas de chocha. Hoje, és tu que andas atrás de mim, e sou eu que te dou com os pés. Sim, talvez, lá no fundo, mesmo que tenha passado algum tempo, eu ainda sinta alguma coisa de especial. Mas não sei se quero voltar, não sei se quero dar-te essa oportunidade, não sei se quero voltar a repetir aqueles dois anos. ‘ele está a ser sincero, ele ama-te mesmo, e agora é mesmo de verdade, acredita xana’, é o que toda a gente me diz. pode ser verdade, podes até amar-me muito, mas achas que eu ia esquecer tudo, ia largar tudo o que tinha nas mãos e ia a correr prós teus braços? Não, nada disso. Preciso de tempo, e de espaço. Preciso de pensar, e repensar, e voltar a pensar. preciso de ter certezas, ainda mais certezas. Preciso de provas, preciso de tudo o que um rapaz sabe dar, pra demonstrar o seu amor, a uma rapariga. Não vou dizer que me és indiferente, porque não o és. És aquele tal, aquele rapazinho, que até me põe com sorrisinhos na cara. Talvez uma amizade grande, e não passe mais disso. A sério que já tentei, e já estive mesmo decidida a voltar, esquecer o passado, e ver como é no futuro, mas não consegui, parei a meio. Não tive coragem, é o que me falta. E a insegurança, é o que me causa mais problemas. Talvez é também por não ter em ti, a confiança necessária.

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